Turismo tem que “entregar mais aos portugueses”, Augusto Mateus

18-11-2019 (10h28)

Foto: APAVT
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O consultor e ex-ministro da Economia Augusto Mateus considera que é preciso haver “mais envolvimento do país, quase consenso nacional” no turismo, e que isso pode atingir-se “quando o turismo entregar mais aos portugueses”.

“É fundamental pôr mais portugueses de acordo com o turismo e a trabalhar para o turismo e pôr o turismo a entregar mais aos portugueses", o que é possível pondo a população a perceber que o sector pode impulsionar a melhoria da sua qualidade de vida, disse Augusto Mateus numa apresentação durante o 45º Congresso da APAVT, que teve lugar na Madeira entre 14 e 17 de Novembro.

É preciso "mais envolvimento do país, quase consenso nacional. Um consenso que não há em outras actividades: não há na política, não há no futebol, não há na coesão territorial e em muita outras coisas, mas é possível o turismo ter uma convergência muito significativa de portugueses e isso existirá quando o turismo entregar mais aos portugueses. Entregar mais do ponto de vista de oportunidades", do desenvolvimento territorial e de qualidade de vida, afirmou o consultor estratégico da Ernest & Young Augusto Mateus & Associados.

Contudo, os portugueses não se envolverão se "perceberem o turismo como um obstáculo à qualidade de vida dos residentes de Lisboa, do Porto, do Funchal, etc" e "este é um elemento chave da estratégia" para o sector, considerou.

Apesar do trabalho desenvolvido, com “o turismo a contribuir sensivelmente o dobro do peso do que a Europa e o mundo”, Augusto Mateus considera que Portugal é um país turístico “que não se reconhece como país turístico”, uma vez que “não há a unanimidade ou o forte consenso nacional que deveria haver do papel do turismo no desenvolvimento económico e social" para o país.

Ainda assim, Augusto Mateus lembrou que “o turismo não pode ser visto como milagreiro", uma vez que “tem problemas ambientais, de ordenamento do território, de pressão sobre os recursos, e sobretudo, o turismo hoje não pode ser concebido como uma actividade genérica que se pode desenvolver em todos os territórios”, alertou o ex-ministro da Economia.

É preciso “coragem em Portugal para dizer que não há verdadeira aptidão turística para este território, não é com o turismo que o território se vai desenvolver (...), temos de ser capazes de abrir muito mais perspectivas de desenvolvimento turístico em territórios com verdadeira aptidão turística, mas não podemos ter todos os territórios a competir para os mesmos fluxos turísticos”, alertou.

 

O PressTUR viajou a convite da APAVT

 

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