Sob o tema dos futuros alternativos, o certame iria durar cinco meses, até 11 de Outubro, mas devido à pandemia da covid-19, a organização viu-se forçada a cancelar a programação prevista e "reimaginar-se", de acordo com informação no seu website.
"À luz da corrente situação de pandemia, o projecto vai transformar-se numa longa-metragem, e a exposição inacabada será o cenário, com uma série de conversas" sobre a bienal "and suddenly it all blossoms" ("e de repente tudo floresce", em tradução livre).
No website do certame - que este ano tem a curadoria geral a cargo da escritora e curadora francesa Rebecca Lamarche-Vadel, e a curadora e investigadora portuguesa Sofia Lemos na organização - é sublinhado que "o fim de um mundo não significa o fim do mundo".
"Mas as presentes circunstâncias vão ter um impacto dramático no projecto e a urgência da sua reinvenção. O plano original, composto por 85% de novos projectos comissionados, não poderá ser concretizado como previsto, já que muitas partes do mundo pararam abruptamente, e com elas os transportes e infraestruturas produtivas", justifica.
O sociólogo e ensaísta português Boaventura de Sousa Santos era um dos convidados a participar na bienal, que iria reunir 60 artistas e pensadores de 20 países, entre eles também os filósofos Emanuele Coccia e Vinciane Despret, a historiadora Lorraine Daston e a antropóloga Anna Lowenhaupt Tsing.
O evento, anunciado em Janeiro, contava com um programa de conferências, oficinas e performances imaginados em colaboração com a curadora e investigadora Sofia Lemos, no programa público do evento.
O objectivo divulgado anteriormente pela organização era reunir pessoas que espelhassem as perspectivas dos seus países, mas também globais sobre o futuro da Humanidade, que "está numa encruzilhada e clama por uma nova época".
"Procurando alternativas a narrativas sem esperança sobre o fim do mundo, os participantes vão reimaginar formas de ser-se humano num contexto de profunda mutação social, económica e ecológica", indicava um texto sobre o evento cultural.
Mais de metade dos artistas convidados eram provenientes da região dos Balcãs e incluem a Dinamarca, a Estónia, a Finlândia, Alemanha, Lituânia, Polónia, Rússia, que vão estar em diálogo outros, provenientes de países como a Argentina, Áustria, Bélgica, França, Grécia, México, Noruega, Estados Unidos e Reino Unido.
(PressTUR com Agência Lusa)
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